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Rota de Vinhos da Península de Setúbal

CABANAS_AZEITÃO

A Rota I termina em S. Gonçalo. É nesta localidade que se realiza  anualmente o Festival do Queijo, Pão e Vinho, com mostra, degustação e venda.

Continue pela E.N. 379. A estrada é ladeada pelas vinhas e pastagens da Quinta de Camarate. Para além da cultura da vinha, a Quinta dedica-se também à criação de ovinos e à produção de Queijo de Azeitão.

Info: Produto certificado de qualidade reconhecida é um queijo produzido a partir do leite de ovelha cru, ao qual se junta apenas cardo e sal. Mais informações em www.arcolsa.pt.

Siga atravessando Vendas de Azeitão e após os viveiros de flores, na bifurcação que antecede a E.N. 10, vire à esquerda para Vila Fresca de Azeitão, uma pitoresca aldeia de ruas floridas, fontes e algumas oficinas de artesanato.

Na Rua Almirante Reis aconselha-se uma paragem junto ao n.º 86 para visitar a S. Simão Arte, uma oficina de produção artesanal de azulejos segundo técnicas e modelos do século XVIII. Poderá pintar o seu próprio azulejo. Ao lado, poderá visitar também a Faianças de Vila Fresca dedicada à pintura de faianças tradicionais e de réplicas de modelos antigos.

Visite a Igreja de S. Simão, uma construção do século XVI onde merecem destaque os azulejos e uma imagem de Nossa Senhora da Saúde.

Retome o percurso seguindo em frente até à EN 10, onde deve virar à esquerda em direcção a Setúbal. Mais à frente, já na descida, a nossa atenção é atraída pelos cavalos da Herdade dos Arneiros.

Logo após Aldeia Grande, vire à esquerda e siga pela estrada do Vale do Alcube, uma antiga estrada das diligências que ligavam Setúbal a Lisboa. Atravesse a pequena ponte e junto a uma azenha em ruínas encontra-se o portão de acesso à Quinta de Alcube.

Esta Quinta, localizada  no vale entre as Serras de S. Luís e S. Francisco, é classificada como Monumento Nacional. Uma pequena unidade familiar, dividida pela ribeira de Alcube e emoldurada pelas árvores centenárias que escondem uma adega, um solar, um ovil, uma queijaria e uma capela.  Na margem esquerda da ribeira, surge mata mediterrânea e cerca de 50 hectares de vinhas em produção integrada. Das várias actividades da quinta destaca-se a produção de vinho, de queijo e o destaque vai para um dos últimos pomares de Laranjas de Setúbal.

Retome a E.N. 10 e pare para uma visita à Quinta da Bacalhôa, um dos melhores exemplares da arquitectura renascentista portuguesa e um importante repositório de azulejaria primitiva no nosso país pelo que está classificado como Monumento Nacional. É um belíssimo conjunto de construções dos séculos XV e XVI de que se destacam o Palácio, o Lago, as Casas de Fresco e os Jardins. Uma parte da Quinta é ocupada com vinha, que dá origem aos vinhos Palácio da Bacalhôa e Quinta da Bacalhôa.

Mesmo ao lado da Quinta da Bacalhôa, pode encontrar a Azulejos de Azeitão, uma fábrica de azulejos que contínua a manter a tradição de produção completamente manual, utilizando a técnica da faiança e técnica de aresta. Reproduz desenhos europeus, islâmicos e chineses, no estilo hispano-arábe característicos do século XV ao século XIX. Aqui é também possível ensaiar o seu estilo na pintura de um azulejo!

Continue pela E.N. 10, em direcção a Vila Nogueira de Azeitão e, a cerca de 500 metros, do lado esquerdo, uma placa assinala a presença de um importante conjunto de Oliveiras Milenares classificadas como Património Natural.

Um pouco mais à frente e também do lado esquerdo, efectue uma paragem na Quinta das Torres, um antigo palácio conhecido com este nome devido aos torreões que se elevam em cada um dos vértices desta construção de inspiração italiana. Um local que convida ao repouso e à contemplação da natureza que actualmente funciona como Estalagem, Restaurante e Casa de Chá.

Ao sair da Quinta das Torres, volte à esquerda para retomar a E.N. 10, seguindo-se uma passagem pelas vinhas da Quinta da Bassaqueira, onde está instalada a moderna adega Bacalhôa Vinhos de Portugal. Um espaço peculiar onde se dá a simbiose perfeita entre Vinhos, Arte e Natureza. Adega de linhas modernas, o Moscatel envelhece em 1800 barricas enquadradas por uma extraordinária colecção de azulejos dos séculos XV ao XIX. Utiliza a alta tecnologia de produção de vinho, com linhas de engarrafamento que permitem encher cerca de 2.000 garrafas por hora. Rodeada por belíssimos jardins com oliveiras milenares, estatuária contemporânea e um jardim japonês onde se encontra uma "bisneta" da única árvore sobrevivente ao bombardeamento de Nagasaki. Nas traseiras, as vinhas e um lago com os peixes e patos exóticos.

Ao sair da adega vire à esquerda em direcção ao centro de Vila Nogueira de Azeitão. Um pequeno percurso a pé permite-nos descobrir esta vila. Na Praça da República destaca-se a imponente fachada do Palácio dos Duques de Aveiro e, ao centro, o Pelourinho, monumento que data do século XVIII e testemunho de que Vila Nogueira foi sede de Concelho.

Mais abaixo, no Museu Sebastião da Gama , evoca-se a memória do Poeta da Arrábida e no início da Rua José Augusto Coelho encontra-se a Igreja de S. Lourenço, que remonta aos séculos XIV e XVI, com azulejos no interior azulejos dos séculos XVII e XVIII e um alto relevo da “Virgem com o Menino” atribuído à oficina de Della Robbia.

Em frente, a obra barroca Fonte dos Pasmados recebe os visitantes e convida a entrar na secular Casa Museu José Maria da Fonseca. Fundada em 1834, aprecie o culto da arte e das tradições antigas. A bela fachada e o interior são uma viagem pela história que nos é evocada por antigas máquinas, prémios e diversos artefactos. Um aprazível jardim dá acesso às caves de envelhecimento dos vinhos. As Adega da Mata e Adega dos Teares Novos fazem as delícias dos visitantes, onde nesta última estagia, entre outros, o famoso vinho Periquita. Segue a visita para a Adega dos Teares Velhos, onde repousam os mais antigos Moscatéis de Setúbal, alguns dos quais com mais de cem anos de existência, como é o caso do célebre Moscatel Torna Viagem. Há quase dois séculos a produzir vinhos, a José Maria da Fonseca orgulha-se de ser a empresa produtora de vinho Moscatel de Setúbal mais antiga em Portugal.

Continuamos pela Rua José Augusto Coelho, o centro da vida social e comercial de Vila Nogueira de Azeitão com os seus cafés, pastelarias e lojas de artesanato e de antiguidades, é o lugar ideal para saborear as especialidades gastronómicas ou para adquirir uma recordação. O Posto de Informação Turística fica situado no n.º 27 da mesma rua.

Prolongue a visita pela vila e, junto ao n.º 63 vire à esquerda, siga pela Rua António Porto Soares Franco. No final encontrará o Largo 5 de Outubro, um pequeno e harmonioso espaço público. Aqui sobressai o Palácio Salinas que integrava a Quinta da Nogueira que deu origem à actual povoação. O edifício é uma reconstrução do século XVIII. A Fonte do Concelho remonta ao século XVII e é a mais antiga fonte de Vila Nogueira de Azeitão.

Regresse ao estacionamento, e retome a viagem para a descoberta da Serra da Arrábida. A saída faz-se pela Rua José Augusto Coelho. A cerca de 500 metros, em Aldeia Rica, vale a pena fazer uma pequena paragem para admirar o Fontanário que se localiza do lado esquerdo da estrada e o Chafariz de Aldeia Rica com um belíssimo baixo relevo maneirista do século XVI.

Um pouco mais à frente e num plano inferior à estrada, a Fonte de Oleiros decorada com duas figuras de convite trajando fardamentos do século XVIII.

Aproximamo-nos do Parque Natural da Arrábida, formado por um pequeno maciço calcário que se estende entre o Cabo Espichel, Setúbal e Palmela, com magníficas paisagens e enorme riqueza em flora e fauna.

Após a Aldeia de Irmãos e a cerca de 300 metros, no entroncamento, dois itinerários à escolha: um directamente para o Parque Natural da Arrábida, o outro um desvio para conhecer o Cabo Espichel.


PARQUE NATURAL DA ARRÁBIDA

Se optar pelo Parque Natural da Arrábida, deve seguir pela estrada da esquerda. Imediatamente à direita localiza-se a Quinta do Lapidário, uma pequena oficina de artesanato com azulejos, faianças e um salão de chá com doces e licores de fabrico caseiro.

Continuando a subir pela E.N. 379-1, observe um pequeno aglomerado envolvido por vinhas em Casais da Serra. A paisagem à esquerda é constituída por encostas secas e pedregosas, cujo único sinal de presença humana é constituído pela Quinta d'El Carmen, uma antiga estação de caça e estalagem de romeiros, que actualmente é propriedade privada.

Continuando a subir, à direita, estende-se um vale delimitado pela Serra do Risco, uma das falésias mais altas do litoral português que se ergue a quase 400 metros de altura, caindo a pique sobre o mar.

No entroncamento terá duas opções:

  • Descer para visitar a praia do Portinho da Arrábida, ou o Museu de Oceanografia e das Pescas. Este museu está instalado numa antiga fortaleza e reúne exemplares da fauna e flora do litoral da Arrábida. Aqui pode também conhecer a Lapa de Santa Margarida, uma verdadeira catedral de pedra. Pode retomar ao entroncamento e continuar pelo cimo da serra ou seguir a estrada em direcção a Setúbal, percorrendo as praias. Durante a época balnear não é possível realizar este percurso.
  • Continuar pelo cimo da Serra. Seguindo em frente encontrará uma pequena guarita com um Miradouro, onde terá uma panorâmica sobre o antigo convento e as praias. Seguindo a estrada e após a curva, vai encontrar a entrada para o Convento da Arrábida. Situado na vertente sul da serra desde 1542, o também designado Convento dos Franciscanos parece obra da própria natureza.  A pequena escala das construções, as diferenças de volumetria e desníveis tornam o Convento num exemplo de integração harmoniosa da arquitectura na paisagem da Arrábida. Continuando a estrada, serpenteando ao longo da encosta, vai proporcionando panorâmicas excepcionais. Depois de ter passado o complexo industrial da SECIL, na bifurcação, vire para a direita e continue em direcção a Setúbal. Diz a lenda que esta cidade foi fundada por Tubal, neto de Noé, que segundo a Bíblia, foi o primeiro vitivinicultor. Em Setúbal não se encontram vinhas nem adegas, mas há um riquíssimo património a descobrir ligado às tradições marítimas. Encontra sugestões de visita a esta cidade na Rota VI. 

 

CABO ESPICHEL

Se optar por visitar o Cabo Espichel , deverá seguir pela estrada da direita em direcção a Sesimbra, passando por Santana e seguindo as indicações de Cabo Espichel.

Aqui, encontrará um promontório varrido pelo vento cujas falésias escarpadas caem abruptamente sobre o mar. Nesta paisagem austera ergue-se o Santuário de Nossa Senhora do Cabo, onde a igreja, datada do século XVII é ladeada por dois blocos de casas com arcadas, que são as antigas hospedarias para os romeiros que afluíam em grande número ao santuário. Junto ao promontório situa-se a Ermida da Memória, que remonta ao século XV.

Info histórica: O culto de Nossa Senhora do Cabo perde-se na bruma dos tempos e é crível que anteriormente à sua veneração, após o século XV, o Cabo Espichel tivesse sido um centro de peregrinações. A partir de 1715 a grande afluência de círios ao Cabo obrigou a que se construíssem as hospedarias com sobrados e lojas.

Perto desde local, junto à Praia dos Lagosteiros, foram descobertas pegadas e rastos de cauda fossilizadas de dinossauros com milhões de anos.

 

Importante:
Antes de efectuar a Rota II – Por Terras da Arrábida, aconselhamos um contacto prévio com a Casa Mãe da Rota de Vinhos através do telefone 212 334 398 ou  info@rotavinhospsetubal.com para informação sobre a marcação de visitas e horários de funcionamento.

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